Renascer das Cinzas: A Coragem de Deixar ir...
- Amanda Avalon

- 19 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Inspirada e quase forçada a escrever e transbordar, depois de ler Brianna Wiest, e enquanto eu olho nos olhos do meu futuro, recheado de escolhas que eu estou fazendo sem certeza de nada, eu penso e digo para mim mesma algumas palavras que tentam, sem muito sucesso, acalmar o coração que pula dentro do peito, o estomago que dança dentro da barriga e a o cérebro que frita dentro da cabeça.
Sim, a sua nova vida vai exigir que você abandone tudo o que conhecia até aqui. Ela vai exigir que você abra mão da segurança da sua rotina, da sensação de controle que você construiu ao longo dos últimos anos. E vai doer. Você se verá perdida, olhando para as antigas direções que agora parecem vazias. Vai doer olhar para algumas amizades, que pareciam inabaláveis, mas se revelaram frágeis. Também vai doer observar, se desfazendo na sua frente, aquelas promessas que você acreditava serem eternas. O mundo que um dia lhe deu alguma esperança de refúgio não era tão coberto e protegido, afinal de contas.
Mas essa perda é uma libertação disfarçada.
O que você não sabe, ou ainda está começando a perceber, é que o desconforto que você sente não é um sinal de desistência, mas de transformação. Tudo o que parecia sólido na sua antiga vida está se dissolvendo para abrir espaço ao novo. O que antes te fazia sentir construindo completude se revelou limitado, como uma gaiola que você queria fingir que não estava percebendo. Você sabe que nasceu para voar. Sempre soube.
Essa jornada pode ser solitária, pois nem todos vão te acompanhar. Mas aqueles que realmente veem sua alma, que reconhecem seu crescimento e sua essência, estarão do outro lado. E eles não estarão lá por acaso. Serão aqueles que vibram na mesma frequência, que entendem o seu chamado, que te abraçam sem querer te moldar. O amor que você encontrará será tão profundo quanto você, tão visceral quanto as partes de você que o mundo nunca viu, mas sempre existiram.
Essa nova vida não é uma simples troca de cenário; é uma revolução interna. E cada laço desfeito, cada caminho que não mais se abre, te direciona ao que realmente é seu. A dor de deixar ir será substituída pela liberdade de ser quem você nasceu para ser. Porque, no fundo, a pessoa que você foi já cumpriu seu papel. Agora é hora de viver a sua verdade, de tomar o lugar que o universo guardou para você.
A mudança é, sim, desconfortável. Mas o verdadeiro desconforto é continuar onde já não pertencemos. Deixe ir o que não te serve mais. Deixe ir o que não consegue ver a profundidade da sua alma. Deixe ir o que não te sustenta na tua força.
A nova vida que te espera é mais do que um sonho distante. Ela é o reflexo da sua coragem em aceitar que, às vezes, perder o que somos é o único caminho para nos encontrar.



Perderte te ayudara a encontrarte. Fazem 10 anos quando li essa frase na parede de um hostel. Senti que fazia sentido mas sem entender o real sentido daquelas palavras. Te acompanhar e te ler, Amanda, é um alento. Gratidão imensa por cada partilha do seu viver. Que bom que esse blog nasceu 💛
Ps: qual livro da Brianna? 👀